quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Depois de 37 anos, o Nipon fechará suas portas neste domingo

Do outro lado da linha, atende uma mulher de voz baixa, distante. A ligação parecia ruim. Mas ela se permitiu falar mais alto. Diante da primeira pergunta, apenas para que ela entendesse o sentido daquela conversa tão fora de hora e da possibilidade de uma entrevista mais tarde, responde: “Não, a história do restaurante não sou eu. São os funcionários, os clientes, que hoje nem são mais clientes. Viraram amigos, a extensão da minha família”. Ela aceitou, então, falar disso às 17h.

E lá, naquele lugar onde uma história foi escrita, àquela hora ainda vazio, a mulher de voz miudinha nos atende. É magra, muito magrinha, os cabelos bem grisalhos e a voz quase inaudível. Ela olha com atenção. Parece mirar o interlocutor. Nos convida para sentar. Pergunta se pode chamar a mãe, que estava lá na cozinha. Chega uma mulher de 83 anos, cabelos pretinhos e um sorriso tão encantador que alguma coisa começou a fazer sentido naquele momento. Era ali mesmo. O endereço estava certo. Michiko Komeno continua sorrindo. É deslumbrante.

Foi naquela 413 Sul, no Restaurante Nipon, que Yoshiko Komeno, de 53 anos, a mulher de voz miúda, que nasceu lá pelas bandas do Pará — depois que os pais enfrentaram 39 dias num navio do Japão pra cá, em 1940 —, escreveu sua melhor história.

E essa história terá seu capítulo final. Na carta que fez aos clientes-amigos-família, ela diz, emocionada: “É certo que não podemos voltar no tempo para iniciar um novo começo. Mas, diz o sábio, é possível, no presente, reescrevermos um novo final”. E, antes de terminar a carta-despedida, ela antevê: “Mas uma coisa é certa: qualquer que seja o final, ela (a história) será rica em emoções, alegria, amizades e saudades”.

É isso. É um adeus. E todo adeus vem carregado de sentimento. Pode doer, pode rachar. Pode destruir. Mas pode ser libertador. E fazer renascer. Aviso de novos tempos. “No meu caso, ainda bem que o término não foi litigioso, pelo contrário. Será cheio de saudade, com a sensação de ter feito o melhor, missão cumprida”, diz Yoshiko, pela primeira vez se permitindo uma pontinha de sorriso.

Depois de 37 anos, o Nipon, o primeiro restaurante japonês de Brasília, fechará suas portas. Yoshiko, que nunca se casou, define bem a relação que teve com aquele lugar de balcão de fórmica vermelha e cortina feita da sementes de conta de lágrimas: “Ele foi o meu marido”.

E foi esse marido que Yoshiko dividiu com a cidade que a acolheu aos três anos de idade, quando seus pais, japoneses sem falar nada de português, deixaram o Pará para se tornarem trabalhadores rurais nos arredores da terra de JK. Yoshiko ainda nem falava direito. Muito menos a língua de Camões.

Inauguração
A vida seguiu. Yoshiko virou menina-moça. Luziânia tornou-se sua cidade. A nissei virara goiana. Em dezembro de 1973, a irmã mais velha de Yoshiko, Miyoshi Kagoiki, e o marido, Mário Kagoiki, abriram o primeiro restaurante de culinária portuguesa em Brasília. Escolheram a 413 Sul. A capital ainda era adolescente. Ideia simples, cardápio sem invencionices, mas que se adaptasse ao gosto brasileiro.

Yoshiko, durante quase 40 anos, manteve a tradição japonesa, sem traços de ocidentalização - ()
Yoshiko, durante quase 40 anos, manteve a tradição japonesa, sem traços de ocidentalização
A população, em princípio, sem muito costume com yakitori, hamuraki, tepanyaki, sukiyari, sushi e sashimi, foi chegando de mansinho. E, de mansinho, foi gostando. Gostou tanto, que o lugar ficou pequeno. O Nipon se tornou ponto de encontro dos amantes da comida japonesa e de quem ali se iniciou. Mais que isso. Virou referência, lugar de reunião de família e dos amigos.

Yoshiko contava 16 anos e passou a ajudar no restaurante. Fez de tudo um pouco. E percebeu, desde muito novinha, que gente, na verdade, é o melhor tempero de um restaurante. E de qualquer lugar. Em 1976, Yoshiko entra para o curso de economia, na UnB. Nem assim deixou o trabalho no Nipon.

Tempos depois, ela abandonou o curso. “Não tinha nada a ver comigo. Não gostava daqueles cálculos. Devia ter escolhido algum curso da área de humanas”, explica. Seguiu apenas com o Nipon. Apaixonou-se, de vez, pelo cheiro, pelo encantamento do lugar. Doze anos depois, em 1985, o cunhado e a irmã de Yoshiko resolveram abrir outro restaurante, na 403 Sul. “Eles iam vender, mas eu pedi pra ficar. Foi o maior desafio da minha vida”, ela diz.

O Nipon prosseguiu, da mesma forma que foi concebido pelo cunhado. A mesma comida e abrindo apenas para o jantar. Exceto aos domingos, quando oferece almoço. Yoshiko virou a dona. E uma história inteira se avolumou ao longo desses 37 anos. Vieram o pai, o filho, e agora vem o filho do filho.

Namoros começaram ali. Pedidos de casamento. Planos de filhos nasceram ali. “O restaurante não é chique, mas cuida da família, faz com amor”, diz a sorridente Michiko Komeno, mãe de Yoshiko, num português ainda tímido, mesmo depois de 60 anos de Brasil. E pergunta ao interlocutor: “Você já comeu? Não gosta? Tem que experimentar, non!”. Michiko é seu sorriso são demais...


Há três meses, Yoshiko tomou uma decisão que surpreendeu a família, os funcionários e, principalmente, os clientes, que experimentaram a sensação da orfandade. Domingo próximo, 15, será o último dia em que o Nipon abrirá as portas. Mas, como se fecha um restaurante que sempre está cheio, manteve a qualidade da comida, não passa por dificuldades financeiras e tornou-se tradição na capital?

No fim da tarde de terça-feira, Yoshiko recebeu o Correio para uma entrevista exclusiva. Timidamente, ela conta por que fechará o Nipon: “Vou fechar porque estou cansada. Quero ficar mais em Luziânia, onde moro. Meu pai morreu há 12 anos. Minha mãe não pode ficar sozinha lá e vir pra cá hoje é mais complicado pra ela”.

Quando decidiu que iria fechar o Nipon, Yoshiko escreveu uma carta explicando os motivos que a levaram a tal decisão. E pediu que seus amigos escrevessem, se quisessem, alguma mensagem. Os dois cadernos de capa laranja estão lotados. Ricardo Montalvão escreveu: “Se me perguntarem qual restaurante tem a ver com minha história e com minha vida, a resposta é Nipon. Frequento desde os meus 16 anos. Como a melhor comida japonesa no mais mágico dos restaurantes há mais ou menos 30 anos”.

O menino Gabriel sapecou: “Pra mim, o sukiaki daqui deve ser a próxima maravilha do mundo”. A irmã dele, Luzia, uma menina de letra bordada, deixou escrito: “Aqui, eu fiz amizade com os garçons e descobri que Brasília tem um pedaço do Japão no Brasil”. Emocionada, Yoshiko se espanta: “Não sabia que o Nipon representava tanta coisa na vida das pessoas”.

Grande família
Os funcionários de toda a vida chegam para mais uma noite. Passava das 18h. Logo a casa abriria as portas. A mineira Ilma de Jesus Mendes, 58 anos, trabalha há 31 no lugar. “Se eu for contar pra você esse tempo todo, essa história não tem fim”. E lembra: “Vim pra lavar pratos e ficar três meses. Tô há 31 anos. Aprendi fazendo”.

O brasiliense Lindomar Pereira chegou ali com 19 anos. Tem 44 de vida. “Não sabia nada de cozinha japonesa. Olhei três dias e no quarto encarei sozinho. Cada dia é um aprendizado”.

Passa das 19h. Os amigos-clientes começam a chegar. Logo as 19 mesas estão todas tomadas. E o espaço é aconchegante. A luz, nem muita nem pouca. A música instrumental japonesa, ainda em fita cassete, toca num aparelho de som colocado em cima do balcão de fórmica vermelha. Yoshiko não para. Abraça mais um que acaba de chegar. Corre na cozinha pra conferir um detalhe, sobe, desce. E pensa que viveu ali por 37 anos.

Há duas décadas, o publicitário José Noguchi, 59 anos, e a mulher, a contadora Ilvânia Tavares, 52, frequentam a casa de Yoshiko. Ali, fizeram uma rede de amigos. E sabem exatamente o segredo do sucesso do Nipon: “Ele resistiu porque não ocidentalizou a comida, como fizeram os outros”. Ilvânia emenda: “Não tem em nenhum outro lugar aqui em Brasília”.

Yoshiko ouve e se emociona. Ilma, a sempre cozinheira, chora. Domingo se aproxima. O último dia. Yoshiko conta uma novidade: abrirá outro Nipon, em Luziânia, ainda este ano. “Será a mesma comida, os mesmos móveis, a mesma decoração e os mesmos funcionários. Penso em abrir de quinta a domingo”. Seus amigos-clientes ficarão menos órfãos. “Alguns já me disseram que vão atrás de mim”, conta, baixinho.

Hora da foto de família. O fotógrafo pede que se faça na porta. Juntam-se mãe, sobrinhos (Yoshiko não teve filhos), o marido da sobrinha e a filha da sobrinha, uma coisinha linda, com cara de anjo — a quarta geração Komeno. Com a voz quase sumindo, Yoshiko pergunta: “Eu posso chamar a Ilma (cozinheira)? Ela também é minha família”. E lá se foi Ilma, carregando Anna Sayuri, o anjinho de olho puxado e nove meses de vida.

Naquele instante, a mulher que fez de um restaurante a história dela e de uma cidade se deixou revelar por inteira. Ela nem precisa mais sorrir na foto. Seu Nipon só deu certo porque Yoshiko, antes de sua comida impecável, fez de gente seu cartão de visita.

Minha visão
Este lugar foi um canto especial em minha vida...que jamais vou esquecer...fica a sensação de ficar sem rumo nesta cidade onde portas se abrem e fecham todos os dias...A missão deles foi mais que cumprida, ali comemorei aniversários..pedi em casamento a Agatha, e lá foi o nosso ultimo jantar juntos. Fica a saudade não só da comida mas da casa e das pessoas.Juro que vou a Luziania para viver esta nova era.

fonte: Correio Brazileinse

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Desabafo de um pai

Me casei a nove anos e a oito sou um feliz pai de um anjo na face da terra, infelizmente ocorreu a separação entre eu e a mãe da Giovanna, mas não entre o pai e a filha...neste anos que se sequiram, tenho feito muito para estar ao lado dela com amor e esperança.
A dois anos, me lancei em uma relação onde encontrei uma pessoa boa de coração e justa de alma, Minha filha tinha por ela a adoração de uma mãe e o respeito de uma amiga...em muitas coisas ela passou a ser uma referência para a Gigi. Logo estávamos juntos, sonhando juntos e havia a esperança de um dia morarmos todos juntos.
Porém no início do ano este relacionamento acabou; por motivos justos , porém por vias erradas. Hoje afirmo que ficou na minha alma uma ferida que muito me incomoda...todos os dias uma frase me atormenta, pois foi dita por uma pessoa que para mim era exemplar e por quem eu nutria um enorme respeito. “Fulano que dá um bom pai e não ele.” Esta frase foi uma bomba na minha crença que eu era um pai exemplar, pois eu não entedia os critérios que foram usados para me julgar daquela forma e se foi feito desta forma é porque existiam informações vindas da pessoa que eu convivia, e confiava, e que naquele momento se limitou a pedir silêncio como se concordasse com a frase.
Deste dia em diante passei a me perguntar o que realmente sou...ser pai separado é difícil...você não é bem visto por muitas pessoas, trazer a as amigas da sua filha para visitar a casa do pai é complicado, ir ao cinema levando as colegas é impossível e em muitos momentos a sua serventia está no pagamento de pensão alimentícia...ser pai separado demanda muito esforço e dedicação, sendo assim o acontecido acendeu uma luz de alerta dentro de mim.
Já se passaram cinco meses do fato...e não tem um dia que eu não sinta vergonha de mim, que eu não chore por me achar um fracasso e tente encontrar uma razão maior por viver. A razão certamente está em mim, naquilo que sou e faço e na responsabilidade que tenho perante o mundo, mas peço desculpas a minha filha por muitas coisas entre elas:
• Por não estar presente todos os dias,
• Por não cuidar dela melhor
• Por fazer que ela viva dividida em dois lares e
Peço desculpas para aqueles que não me acham um bom Pai e a aqueles a quem eu possa ter enganado, frustado ou decepcionado , me esforço para que isto seja corregido sabendo que de boas intenções o mundo está cheio, mas sei que Deus me ajudará a ter dignidade suficiente para estar junto com a minha filha na caminhada linda que será a sua vida.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sistema Operacional Metasys

O Metasys Classmate é um sistema operacional baseado em Linux Metasys, especialmente criado para dar suporte à arquitetura de hardware dos Classmate PC. O Classmate PC é um computador portátil, idealizado pela Intel®.

O sistema operacional Metasys Classmate já vem instalado com inúmeros softwares e ferramentas como pacotes de Escritório, recursos de multimídia. Possui interface gráfica com visual moderno e agradável, permitindo rápido acesso aos principais recursos do sistema.


Principais Aplicativos

* Navegador de Internet
* Suíte de escritório: editor de texto, planilha eletrônica e editor de apresentações.
* E-mail e organizador pessoal
* Software de mensagem instantânea
* Software de comunicação de voz pela Internet
* Editor de foto e imagem
* Software de suporte para webcam
* Software de edição de imagem
* Software para criação de gráficos e mapas
* Editor de fluxograma e diagramas
* Software de edição de áudio
* Software de gravação de CD e DVD
* Leitor de multimídia para arquivos, CDs e DVDs
* Gerenciador de downloads
* Utilitários e acessórios: calculadora, alarme, editor de texto, notas
* Software de colaboração para interação do professor e alunos
* Software de sincronização de arquivos
* Utilitário de backup
* Software de controle antifurto
* Aplicativo de conteúdo educacional
* Jogos educacionais
* Links selecionados para os melhores serviços da Internet
* E muito mais ....

Informações Adicionais
Interface
Interface gráfica, intuitiva e fácil de usar.

Conectividade
Acesso à Internet, via rede Wi-Fi sem fio, conexões de rede local ou banda larga cabeada.

Software Educacional
Metasys Classmate possui uma série de aplicativos e jogos com os quais o aluno pode aprender enquanto joga, além disso, possui links para uma variedade de segmentos pedagógicos que ajudam no processo educativo.

Links de Provedores de Conteúdo
Para dar suporte ao processo educativo, Metasys Classmate apresenta links para as bibliotecas digitais, dicionários e enciclopédias online, pesquisas e portais educacionais.

Suíte de Escritório
O usuário do Classmate PC tem à sua disposição um conjunto de software usados para criar documentos tais como texto, planilha eletrônica e apresentações.

Recursos Multimídia
O Metasys Classmate possui aplicativos que contêm uma infinidade de recursos multimídia. Com eles, o usuário pode ouvir música, assistir a vídeos e filmes, ouvir estações de rádio online, gerenciar o iPod ou MP3 player e muitas outras funcionalidades.

Rede Mesh
O Metasys Classmate estimula a criatividade pois provê aplicativos de multimídia que permitem ao estudante criar arte digital, compor música e tirar fotos que podem ser compartilhadas entre si, via rede mesh sem fio. Metasys Classmate permite conexão entre os alunos onde não existe infraestrutura de rede sem fio, permitindo que os notebooks conectem-se, usando os recursos uns dos outros e criem uma rede entre eles.

Colaboração
Programas de mensagens instantâneas estão tornando-se altamente populares, e cada vez com mais recursos. Utilizando o Classmate PC um estudante pode interagir e colaborar com seus colegas de grupo de trabalho.

Interação em Sala de Aula
O Metasys Classmate vem com o v-Class Student instalado, uma aplicação de gerenciamento de sala de aula, que permite que um aluno interaja com o professor e seus colegas. Alunos recebem comandos do computador do professor e podem também enviar comandos ao computador do professor.

Controle dos Pais
O Metasys Classmate vem com o PolicyControl, um software que permite a criação de políticas para configurar permissões e restrições de acesso a sites na internet ou aplicativos. Pode ser também utilizado para armazenar informações e ações do computador, tais como: sites acessados, arquivos, aplicações e outros acessos.

Controle Antifurto
Cada vez que o computador é iniciado, é feita a verificação do certificado antifurto do Classmate PC. O usuário do Classmate PC tem que ter um certificado válido que o autoriza a usá-lo. O software verifica a autorização e determina por quanto tempo o Classmate poderá ser usado. O objetivo deste recurso é reduzir o risco de furto do Classmate PC.

Recursos Especiais do Hardware
O Metasys Classmate suporta a arquitetura de hardware do Classmate PC da Intel®, incluindo a câmera web embutida, USB e PATA flash, caneta digital, entre outros.

Sincronização de Arquivos
O Metasys Classmate permite a sincronização de arquivos selecionados com o servidor da escola, usando o Metasys Sync.

Atualização de Software
Toda vez que o sistema operacional do Metasys Classmate inicia, uma verificação de atualização é pesquisada e automaticamente executada. Se houver alguma atualização disponível, para algum software, é apresentada uma mensagem, permitindo ao usuário decidir pela sua atualização ou não, naquele momento.

Usando o Classmate

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Programa Um Computador por Aluno provocou "revolução no país", diz Lula

decisão do governo de diminuir o preço do computador provocou uma revolução no país, disse nesta sexta-feira (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no município pernambucano de Caetés, onde nasceu. Com os computadores, destacou Lula durante o lançamento nacional do Programa Um Computador por Aluno(Prouca), as crianças têm mais condições de aprendizagem.

“Lembro que quando discutíamos, ainda em 2004, a criação de um programa para baratear o uso de computador, a ideia era que um companheiro pudesse entrar em uma loja e comprar pagando R$ 50, R$ 40, R$ 30 por mês. Porque, até então, computador era coisa que só atendia a parte mais rica da população. Os pobres não tinham dinheiro para comprar computador neste país”, disse Lula.

De acordo com o presidente, com os computadores e com o acesso à internet ,os estudantes terão mais fontes de conhecimento. “Vocês não sabem, mas computador virou uma paixão e, sobretudo, entre criança e adolescente. Não tem uma criança neste país que não queira um computador. Não tem um adolescente que não queira um computador”, disse Lula. “O computador virou um instrumento muito importante para aumentar o aprendizado da sociedade brasileira e das nossas crianças.”

Lula afirmou que no início teve medo de que a entrega dos computadores levasse os estudantes a deixar de se comunicar com os amigos e pudesse prejudicar o desempenho escolar deles. Contudo, essa preocupação deixou de existir, segundo ele, quando visitou um município do Rio de Janeiro em que o governo implementou o Programa Um Computador por Aluno e isso fez com que os estudantes melhorassem na escola.

“As crianças desistiam de ir para a escola. Cem crianças começavam o ano e 70% terminavam. Depois do computador, cem começam o ano e todas terminavam. As crianças levam o computador para casa e na escola fazem um círculo e conversam entre eles via computador e aprendem muito mais.”

O presidente disse ainda que a decisão de levar o programa para sua cidade natal foi o do “critério Lula”. “Ele [o ministro da Educação, Fernando Haddad] falou que tem um monte de critério e falei que não tem problema nenhum. Se alguém perguntar para você qual o critério que entrou Caetés, você diga que foi o critério Lula”, explicou o presidente, ressaltando a necessidade de o programa ser levado para a cidade no interior de Pernambuco.

“O critério do Lula querer trazer o computador para a cidade em que eu nasci para que essas crianças tenham mil vezes mais oportunidades que eu tive quando tinha a idade deles”, justificou o presidente. Ele acrescentou que a ideia é levar também internet de alta velocidade para todas as escolas públicas do país.

fonte: UOL

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Computadores e Crianças

Os cérebros dos jovens e computadores: fatos e mitos

Recentemente, tem havido muito debate sobre se os computadores, videogames e aparelhos eletrônicos são úteis ou nocivas para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Alguns pessimistas apontam para um estudo que diz que degrada o desempenho multi-tasking cognitiva. Os proponentes afirmam que as novas tecnologias digitais permitem novas oportunidades para a criatividade ea colaboração. Este debate está também a ser jogado fora nos ministérios da educação, universidades e salas de aula em todo o mundo. O resultado terá um impacto importante na educação e no desenvolvimento de nossas crianças.

Novas disciplinas provenientes das ciências cognitivas estão mudando nossa teoria e prática da educação e da formação do novo campo de neuroeducação. Ao mesmo tempo, comunicação e novas tecnologias de informação estão mudando a maneira como ensinamos e aprendemos. Milhões de crianças e professores do mundo estão compartilhando e moldar um ambiente neurocognitive digital. Esta transformação formidável abriu um debate que, muitas vezes mistura fatos com os mitos. Um dos mais perturbadores "neuromyths" é que a introdução precoce de computação podem prejudicar o desenvolvimento cerebral de uma criança e causar "dano a atenção." Alguns chegam a argumentar que a informática nas escolas deve ser introduzida apenas para crianças mais velhas. Trata-se de mitos que deve substituir os fatos.

Um dos fatos é surpreendente que as línguas primeira ea segunda são processados na mesma região cortical do cérebro quando a segunda língua é aprendida cedo na vida. Caso contrário, a segunda língua é deslocada para os diferentes circuitos do córtex. Em certo sentido, quando os seres humanos usar um computador e compartilhar o mesmo ambiente digital que estão usando uma segunda língua, ou "digitalese". Adiar as novas competências linguísticas necessárias em um mundo digital contradiz descobertas científicas em neurolingüística.

Medo de "dano" atenção causada por multi-tasking em um ambiente digital não tem base científica. Uma das áreas mais desenvolvidas das preocupações das ciências neurocognitivas a redes independentes neurais envolvidos nos processos de atenção: orientar, alertar e controle executivo. O nível de interação das diferentes áreas é fundamental para a capacidade de uma criança a regular seu próprio comportamento em atenção controle. Essa capacidade pode ser desenvolvida em idades precoces, a fim de controlar o uso distorcido de multi-tasking.

Finalmente, nossa experiência em One Laptop per Child com crianças em 40 países que recebem seus próprios laptops quando eles entram na escola primária e levá-los mostra os enormes benefícios de compartilhar os mesmos ambientes digitais antes mesmo de leitura e escrita estão totalmente desenvolvidos. Há uma abundância de evidências de crescimento cognitivo saudável das crianças das culturas mais diversas, quando eles constroem seu próprio conhecimento através da partilha, ensino e aprendizagem de competências digitais, e comunicar uns com os outros as suas descobertas, emoções e atividades. Não podemos perder esta grande oportunidade de inclusão e igualdade para todas as crianças. E devemos fazê-lo tão cedo na vida quanto possível.



Antonio M. Battro, MD, PhD.

Diretor de Educação, a OLPC

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Valor da Mentira…


Logo de início a abertura do tema tratado, surge à primeira das mais óbvias indagações dentre muitas outras a serem aquecidas neste interessante estudo sobre o Valor da Mentira. – E mentira tem valor?

É claro que sim, tem tanto valor como a verdade, pois a mentira é formada por uma composição entre a verdade distorcida em comunhão a fatos simbólicos, antagônicos e dramáticos. A verdade não vive sem a mentira nem a mentira tão pouco consegue sobreviver sem a verdade, pois ambas não teriam sentido sem a existência uma da outra, já que a própria existência da Mentira por si é uma verdade.

A mentira é matéria abstrata da verdade materializada, algo que leva a crê ser uma invenção originária da essência da criação da mentira, pois apesar de serem extremistas não passam de substrato uma da outra, são contingentes de forma que podem ou não sucederem, restringirem ou suprimindo o dogmatismo erudito da própria faculdade emocional de quem a pratica, exercendo com isso a anulação no curso doutrinário da matéria, capaz de enganar até mesmo o polígrafo, ou seja, a máquina de detecção de mentira em verdade.

É algo acima dos padrões doutrinários do Niilismo, superando até mesmo as duas maiores e tradicionais mentiras universais, “a mitologia e a sociedade,” o real conceito absoluto do mito filosófico em estudo, diluído em mentira potencializada em pura verdade imaginária, onde podemos perfeitamente extrair o substrato da essência da mentira em verdade, principalmente, quando si fala em sentimentos, elogios e emoções, momentos de gangorra em vôo bumerangue entre a mentira e a verdade.

Na realidade á Ética e a Moral, são meros figurantes da mentira com roupagem de verdade, onde entrincheiradas de falsidades, oficializam e amordaçam a verdade para evitar o constrangimento público e proteger o interesse pessoal ou coorporativo, criando uma blindagem de mentira sob uma verdade mentirosa, algo que legaliza forjar a mentira em verdade, como acontece na política, na religião, no recolhimento e na aplicação dos tributos, na declaração do imposto de renda de muitas pessoas que si dizem praticantes da moral e ética, mais não passam mentiroso, lesando o Erário Público Nacional de forma a ludibriar a prática da gratuidade pessoal figurado em doações para ter o retorno em dobro gratuitamente tornando cada vez mais elevada a sua obesa sua conta bancária.

Esta é um dos primeiros textos enviado pelo nosso amigo Francisco Cardoso Ponte Júnior (Cearense nascido na capital, defensor da linhagem filosófica naturalista, escritor, consultor de gestão, fluente dedicação ao desenvolvimento de idéias e experimentos sociais de geração de renda e trabalho